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300 artistas, 33 países, cerca de 500 obras de arte… Vila Nova de Cerveira dá as boas vindas à XVIII Bienal Internacional de Arte, um dos acontecimentos mais marcantes das artes plásticas no nosso País. Entre 18 de julho e 19 de setembro, este magnífico recanto do Alto Minho volta a respirar a excelência criativa.

São 37 anos a provocar a intervenção artística e a potenciar uma troca de experiências culturais única. São 37 anos de empenho, dedicação e trabalho árduo. São 37 anos que consolidaram o conceito de Vila Nova de Cerveira como ‘Vila das Artes’ e que muito valorizaram e engrandeceram este certame São 37 anos de conquistas que aumentam e projetam, nacional e internacionalmente, o seu reconhecimento no mundo das artes, como a recente atribuição do selo europeu EFFE 2015-2016 pela Europe for Festivals, Festivals for Europe, distinguindo a excelência deste festival no seu trabalho local diário em toda a Europa.

Assumindo a continuidade do modelo implementado desde a 1ª edição, que em 1978 teve a ousadia de despertar consciências adormecidas, uma das chaves para o sucesso da Bienal de Cerveira reside na forma inteligente e firme de acompanhar as novas tendências e o tema selecionado para esta XVIII edição exprime isso mesmo ao propor “Olhar o passado para construir o futuro. Pretende identificar os saberes e tradições da região refletidas nas edições anteriores, de forma a perspetivar uma maior modernidade no promissor futuro do certame.

O programa apresentado para 2015 define-se por uma consolidação de ingredientes que apontam para um horizonte mais internacional do evento: diversidade cultural, qualidade artística, profissionalismo na organização e grande interatividade arte-artistas-visitantes. Não obstante, prosseguirá o caminho de descentralização, dinamizando parcerias com vários concelhos do Norte de Portugal e da Galiza, difundindo a ideia de uma bienal para todos.

Porque o sucesso da marca Bienal Cerveira tem rostos, e continuando a lembrar o sonho dos idealizadores e fundadores, a XVIII Bienal prestará uma merecida homenagem ao artista Eurico Gonçalves, pelo contributo enriquecedor para a imagem que o certame tem hoje; ao e ao Arquiteto Alcino Soutinho, pela sua intervenção no Castelo de Cerveira, ex-libris de Vila Nova de Cerveira, alertando para uma integração mais objetiva deste monumento nos destinos da ‘Vila das Artes’; e ao mestre gravador Dacos, pela intensa colaboração e trabalho desenvolvido ao longo destes anos em Vila Nova de Cerveira.

Representativo de um enorme esforço coletivo de organização, mas também financeiro, quero deixar, desde já, o nosso profundo reconhecimento a todos quantos se empenharam na sua preparação e a todas as entidades públicas e privadas que, com o seu contributo financeiro, tornam possível a realização desta ‘Bienal’. Um agradecimento também aos curadores e artistas participantes, bem como a todos os cerveirenses por contribuíram para o sucesso do evento, com o seu envolvimento e a arte de bem receber. Por toda esta dinâmica, estou convicto de que XVIII edição terá o brilho e sucesso a que as anteriores já nos habituaram, atraindo um maior número de visitantes e gerando fluxos turísticos verdadeiramente incontornáveis. Quem visita Vila Nova de Cerveira respira arte dentro e fora de portas em qualquer época do ano, mas durante os próximos dois meses eleva-se a intensidade artística apresentada em mais uma edição da Bienal Internacional de Arte de Vila Nova de Cerveira.

 

João Brito Fernando Nogueira

Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira

 

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